Queria mais, declara Weimar Pettengill
Ciclistas descem a pista do Lago Sul a 109,1 km/h – Foto: Alexssandro Loyola – Arquivo Pessoal

 

Queria mais.

Queria que as pessoas, os motoristas em especial, pudessem descobrir a beleza do esporte incrível que é o ciclismo. Que viessem pedalar, sentir o vento, aprender a subir fazendo força, a descer rápido, a domar o coração, desentupir as veias. Que aprendessem a curtir a nossa cidade por outros ângulos. Que vissem a beleza que há por trás de um atleta sincronizando o corpo e a mente sobre um punhado de carbono: veias dilatadas, músculos frenéticos, e o sorriso depois de uma conquista.

Queria que houvesse mais DV na trilha. Que a inclusão não fosse mero discurso. Que mais pessoas pudessem, depois de uma doideira como a de ontem, ganhar o abraço que ganhei:

– Parceiro, minha vida é mais calma sem você. Obrigado! Quando é a próxima?

Queria ter mais que palavras para agradecer aos tantos queridos amigos e amigas, que doaram a tarde de sábado, que filmaram, fotografaram, dirigiram, torceram, gritaram, que sentiram o coração apertado a cada vez que nossa Bi-trem apontava no alto da JK. Aos que estavam lá, colorindo o barranco, e principalmente aos que rezaram, mesmo à distância.

Algumas vezes achei que deixaria estampado no parachoque da BMW: OAKLEY. Acho que as intervenções solicitadas foram atendidas. E benzaDeus Geraldin não faiou: pilotêro dos bão.

Queria nunca mais voltar ao Campo da Boa Esperança, mas se esse esforço todo conseguir evitar ao menos um acidente, já terá validado a bacia de adrenalina que mergulhamos.

Mas atleta é atleta. Queria um pouco mais de velocidade. Na terceira volta, a sintonia se fez presente e pudemos buscar o VDO: 109,1 km/h no Garmin, 160 RPMs, estourando giro na relação 61×11, que não podia mais ajudar. Não conseguimos gastar mais que 1.100 Watts, acreditando que poderíamos ter gerado ao menos 2.000 Watts. Você não imagina o que é fazer aquela bendita curva a mais de 100, escapar do vácuo, descobrir o vento, sentir sua bicicleta tendo um ataque epilético e ainda ouvir o chamado da mureta: – Chegaí, sô!

Um sábado para ficar na memória. E espero que fique na consciência de todos que tomaram conhecimento dessa empreitada, como uma imagem definitiva: É preciso conviver.

Bom domingo!

Agradecimentos especiais ao Brasília Shopping, Eurobike BMW, Superbike 101, SSP/DF, CBMDF, PMDF, BAVOP, DETRAN, DER, Adm Lago Sul, Federação Metropolitana de Ciclismo, CBN, Globo, G1 e Correio Braziliense, Pra Quem Pedala e Leandro Corrieri de Macedo: Sozinho é mais difícil, obrigado!

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