Dia Mundial Sem Carro

O Dia Mundial Sem Carro foi adotado nacionalmente como instrumento de divulgação da Política Nacional de Mobilidade Urbana pelo Ministério das Cidades em 2004. Neste ano, comemorando 10 anos de atividades de mobilidade urbana, defesa do meio ambiente e qualidade de vida nas cidades. O objetivo é estimular uma reflexão sobre o uso excessivo do automóvel, propor às pessoas que revejam a dependência que criaram em relação ao carro, e convidá-las a deixarem seus carros em casa durante o dia de hoje, e se possível, também nos outros dias do ano ;)

Assim as pessoas poderão experimentar a cidade de uma forma diferente, mais humana, com menos poluição, menos acidentes. Enfim, uma cidade para pessoas.

A bicicleta é um excelente meio de transporte, sobretudo para pequenas distâncias. Leva seu condutor de porta a porta, permite a prática de uma atividade física simultânea ao deslocamento, tem custo baixíssimo e é minimamente afetada por engarrafamentos.”

A cada dia, mais e mais pessoas pedalam pelas cidades. O aumento das ciclovias, ciclofaixas, grupos de pedal, do serviço de bikes compartilhadas, como o Bike Brasília, entre outros, contribuí para extender o uso da bicicleta nas cidades, mas para quem pedala nas ruas, é visível a falta de infraestrutura, a violência, a negligência dos motoristas e a necessidade de conscientização destes para aumentar a segurança nas ruas e minimizar o número de acidentes.

Outro desafio para quem pedala é estacionar as bikes. Faltam bicicletários nas cidades e muitos estabelecimentos comerciais e residenciais ainda estão despreparados para receber a bicicleta como meio de transporte.

Para ver mais bikes nas ruas, o desafio ainda é longo, mas no ritmo das pedaladas, os ciclistas vem conquistando seus espaços.”

Como todos os impérios, o do automóvel começa a ruir por suas próprias rodas. Além disto, em defesa da bicicleta e das ciclovias estão os benefícios à mobilidade, economia e saúde.

Infelizmente, nossa cultura político-social precisa percorrer um longo caminho evolutivo, tanto a vontade política como a do cidadão-motorista, devem passar por uma reflexão crítica rumo ao engajamento e a construção das cidades que queremos. Felizmente, a consciência coletiva começa a despertar, a sociedade civil tem sido eficaz em provocar essa reflexão, mas pouquíssimos governantes Brasil afora, perceberam a importância e a dimensão do debate que carrega o Dia Mundial Sem Carro. Acima de tudo, deve ser um dia para repensarmos a nossa relação com a cidade e as alternativas que utilizamos para nos deslocar. E da necessidade de conviver em harmonia nas ruas, e que esta, seja para toda a população.

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