Fiz a inscrição da prova quase um ano antes, e mesmo assim achava que não iria dar tempo de me preparar. No meio do caminho apareceu uma tal de “A Muralha”, que seria a minha primeira maratona há 1 mês e meio antes do meu primeiro 70.3. Sim, foi loucura.

O primeiro Ironman 70.3 de Erika Vergine
Erika Vergine participa pela primeira vez do Ironman 70.3 (arquivo pessoal)

Foi chegando perto da prova e eu não me sentindo preparada. Sofro muito no pedal. Sempre no final dos treinos de bike me sentia mal. Falava que depois do Iron ia desistir do triathlon.

O então dia chegou. Uma semana antes já não conseguia mais dormir. Ansiedade misturada com medo. Não via a hora de acabar essa agonia de quase 1 ano.

Na largada encontrei a pessoa que me inspira no esporte, Julinha. A paz em pessoa. Me trouxe certa tranquilidade estar do lado dela.

A natação foi um pouco difícil. Mar agitado. Marola. Não apanhei durante o trajeto. Um alivio.

Zipkika Ironman 70.3 Rio
Erika Vergine no Ironman 70.3 do Rio de Janeiro (arquivo pessoal)

Sai para a bike mais tranquila. Na bike eu só fui, como sempre. Vento na cara uma boa parte do trajeto. A subida achei até que de boa. A descida que dá medo. Minha capsula de sal e uma parte da comida caiu logo no começo da bike. Mas não me estressei. Fico tensa na bike e não sinto fome.

No que entreguei a bike parecia que a perna tinha travado na posição sentada. Mas foi só até por o tênis.

Sai pra correr relativamente bem. Comecei mais forte, mas percebi que não iria conseguir manter o pace. Dai diminui o ritmo. Contava cada km, por mais que não estava com a perna pesada o calor estava judiando. O termômetro no início da corrida marcava 30 graus.

Terminei a prova bem, cansada claro, mas podendo caminhar e ter vida pós-prova.

Familia Vergine no Ironman 70.3 Rio (arquivo pessoal)

Familia Vergine no Ironman 70.3 Rio (arquivo pessoal)

Foram 6h02 minutos de prova.
Se faço outro 70.3? Não sei.
Se desisti do triathlon? Não.
Modalidade? Prefiro o sprint.

A prova no Rio é ESPETACULAR. Visual de tirar o fôlego. É o que ajuda nos 90km de pedal.
Super recomendo. Mas treina, porque o calor é o maior vilão da prova.

E se puder leve a família. A melhor parte é ter eles por perto nessa hora.

 

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